terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dorme menina


Quantas vidas a mais nos serão tiradas?
Roubadas em alguma esquina,
Desapropriadas de alguma família.
Ausência que mata e nutre a cada dia a solidão.
Quantas lágrimas teremos ainda que enxugar?
Noites perdidas de esperas sem volta,
A dor é só uma e não passa, constantemente lamenta não ter ido.
Que consonância mais em desacordo esta da vida.
E sobra não muito, o vazio.
Este que nunca mais será preenchido com presença física.
O tormento, o lamento do pode não ser ou do não. Pode ser
Perderemos muitos ainda,
Um dia há de ser eu, há de ser você
Há como preVer?



domingo, 28 de agosto de 2011

Aquele dia...


Quão dolorosa é a partida,

Aquele momento de dividir o um e fazê-lo metade.

Não se sabe por quanto tempo, nem o momento...

Se por um dia ou por muitas vidas.

Quem vai saber?

-O futuro é um sonho.

E fica a saudade, a solidão.

Sobraram palavras num dia de frio, sobrou uma taça de vinho

Poucos pés para muito lençol, sobrou amor... Faltou você!



quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Da musica nasce a inspiração
Cada nota uma palavra
Cada som um sentimento
E desse apartamento eu me perco em canção.

Sonho Bom



Que Saudades medonha, desmedida, incomensurável

Pés descalços andando na praia,

Aurora aquela que resplandecia dos teus olhos amendoados.

Cada dia fazia nascer em mim um pouco mais de você

Nostálgico lembrar o que me fez esquecer,

Ocorre agora não mais que antes o que escrevo já

Figuração que resta em minhas retinas,

Tão poucas e miúdas, mas espaçam lembranças vivas minhas.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ei menino do blog


Ei menino do blog,
Tu cantas que eu te encanto...
Ou será o contrário?
Já não sei mais onde começa e onde termina...
A lua está lá, a nossa espera.
A rua marca as pegadas e essa tal lua ilumina a chegada
Na mansidão das horas, pelas ruas afora... foi.
O tempo foi, você viu?
Ele levou um pouco de tudo.
Um pouco de amor, um pouco de dor...
Deixou você ou que sobrou de ti.
Levou-me também uns anos de vida.
Se não fosse isto, teria uns anos a mais...
E agora como sobreviverei com estes anos a menos?
Quanta confusão, quantos Nós no meu juízo.
Dois talvez? Não sei...
Há você.
A lua está lá, o sol também...
As ruas de outrem já foram suas, já foram nossas
E hoje é de quem?
Ei menino do blog,
Ela é ainda tua, ainda é nossa... cabe mais um, cabe quantos quiser.
Te vejo passar por lá, quase pé descalço
Sentindo a vida pulsar daquele chão,
Cabelos ao vento, caneta e papel na mão. Para onde vais?
Já não sei teus caminhos, segue teus passos errantes...
Vai devagar, vai sem pressa e carrega consigo uma certeza
Menino do blog,
Eu vou te carregar comigo.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entre braços e abraços


Quantos risos cabem num abraço num breve espaço de vários braços...
Alegrias tantas já compartilhei com estes abarcamentos.
Tristezas muitas já dividi para amenizar a dor.
Sentir a proteção num unir de mãos, dedos, braços e abraços.
É mais que somente um, é sentir o outro.

sábado, 20 de agosto de 2011


Deixa eu ir te ver.

Deixa eu correr pro lado seu...

Deixa eu estar contigo todas as manhãs.

E nas noites que sucedem...

Deixa eu ser o melhor que eu posso ser.

Deixa eu te amar.

Deixa eu viver uma vida ao seu lado.

Deixa eu acreditar que dois é melhor que um...

E que sem você eu sou apenas metade.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Hoje


Aproveita teu dia...
Esse momento é teu e único.
Abraças teu amigo, teu pai, tua mãe, aquele irmão.
Este momento nunca mais irá se repetir.
Não sabemos mais se teremos a quem amamos amanha
Então aproveitas o hoje, o agora!
Corre, te apressa e não sejas pego pela vergonha.
Liga, ouve, ama, perdoa, compartilha, doa.
Não cobre, espere, aceite, tenha fé, acredite.
Passe adiante o que for bom, o que não for aprendes a abstrair...
Viemos a este mundo para aprender, superarmos, semearmos o que é próspero.
Então não esperas o amanhã para começar!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fui ali...


Quero cantar a liberdade e entoar o canto dos pássaros
Sentir falta um dia, como hoje sinto... Da pessoa que já fui.
Se alguém perguntar por mim diz 
que fui ali viver e depois volto...


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Isadora


Aonde está Isadora?
Como ela se mantém até agora embaixo daquela ponte na companhia daquele moreno, calmo, sereno... 
Isadora está estagnada!
Parada no tempo...
Isadora está a espera de um rumo, de uma direção, está a espera de novas linhas de história
Está à espera de novas páginas de vida...

CALMA ISADORA, TO CHEGANDO!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Pé na estrada..."


Um dia estive em tua companhia, dividi com você momentos, compartilhei com você segredos... Lembro das aulas perdidas, das amizades conquistadas, daqueles bancos na praça que por tempos confidenciaram nossos desabafos! Você era leve, não era desse mundo... Mesmo com tamanhas responsabilidades tinha uma delicadeza no olhar. Já deveria imaginar que fostes um anjo com cheiro de flor. Você passou na minha vida tão rápido, marcou-a intensamente... E se foi na mesma rapidez. Um dia nos encontraremos minha amiga! Eu sei disso... ACREDITO!

Não estarás esquecida, pois tua imagem está nítida Nina... em mim.

 













Saudades Nina Brasil

Des.Gosto


Não seria algo incomum que alguém se lamente mais que o habitual neste mês... Este que parece passar num arrastar das horas. Historicamente marcado por alguns dos fatos mais acentuados como: o estopim da Segunda Guerra Mundial ou da morte de Getúlio Vargas, dentre tantos outros. Prefiro não mistificar este mês, nem adentrar-me nos fatos aqui expostos, pois na verdade esta não é a intenção do texto, mas sim recordar-me de algo não vivido... Pode? Sim... Sempre neste mês que para uns são de alegrias, renascimentos, ganhos, para mim é de perda... Retoma fatos de um tempo não rememorável que meus não vastam alvitres ajudam-me a recordar. É de um paradoxo infundado, mas se não fosse não seria eu a lhes falar e sim uma pessoa qualquer descrevendo fatos. Como seria a 27.Agostos atrás? O máximo que me cabe é imaginar... Talvez não fosse sempre assim, deveria haver mais risos, mais conversas, mais saúde e menos pressa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

GerAção. Será?


Aonde estamos... Em que geração paramos?

Moderna? Atual? Contemporânea?

Velhos modos foram abandonados dando lugar a cutucadas,

Aumentando a distancia entre as pessoas, entre os sentidos...

Julgamo-nos mais capazes, mas de que mesmo?

De expor o grotesco e se expor ao ridículo...

Curtir coisas insatisfatórias, o que é tendência, o que tá na moda?

Quanto mais penso nesta geração, mas tenho vontade de mudar.

Primeiramente o que há em mim,..




Dê.Lírios


Como gostaria de te traduzir nesta canção
Tocar teus lábios e sentir o gosto da distancia que se faz presente mesmo ausente.
Como gostaria de sentir-me entre teus braços e conhecer o valor do teu abraço...
Apertado, ilimitado, interminável, indefinido!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

À uma mulher que vi no ônibus


Hoje eu te vi num passar... 
Meus olhos só ficaram a te fitar.
Era tanta pureza, tanta humildade que meu olhar não conseguia desviar te ti
Dos teus braços de aparência tão frágil e pele tão franzida, porém tão fortes...
Via o amor em teus rebentos, transpassados para um beijo...
Beijo de mãe, beijo de avó, beijo de quem ama e se preocupa.
Provavelmente nunca mais te verei, nem te encontrarei em alguma rua...
Se por mim teu neto passar, não mais o reconhecerei...
Naquele corpinho tão miúdo vi o ânimo da vida, mesmo com as adversidades que a 
mesma impõe em algum dos momentos...

Vocês inspiraram meu dia!